[Falta de] Organização

É comum as pessoas dizerem que sou bastante organizado. No trabalho, em casa, na faculdade. Sim, me esforço muito para manter um certo nível de organização, mas tem sido bastante complicado. Por exemplo, me organizei para assistir a um filme por semana e a ler dois livros por mês. Tenho conseguido realizar o que havia planejado, mas com bastante esforço.

Acontece que não sou muito bom em dividir meu tempo. Não consigo priorizar algumas tarefas em detrimento de outras e isso é frustrante. Nem mesmo o meu tempo para lazer é bem aproveitado, sendo preenchido com vídeos do YouTube ou jogos de celular. Triste.

Um amigo me disse uma vez que me cobro demais, que preciso relaxar e realizar as coisas em seu tempo. Talvez ele esteja certo. A vida é repleta de surpresas, cada dia é uma nova realidade e precisamos estar dispostos a encarar tudo e procurar não enlouquecer no caminho.

O terceiro semestre da faculdade está para começar e estou preocupado em como manterei tudo de pé, conciliar tudo e todos. Isso é sofrer por antecedência, eu sei, mas é algo que me angustia sempre. Não é a primeira vez que estou voltando de férias e não será a última. O que me assusta é que as coisas não estão se tornando mais fáceis. Pelo contrário, estão cada vez mais difíceis.

No final, sempre acabo abrindo mão de coisas que julgo não serem importantes e depois me arrependo. Isso está se tornando uma rotina, um loop que não tem fim. Não quero que aconteça novamente. Não.

Tarefa de casa para mim mesmo: procurar métodos e modos de me organizar, buscando dar conta de tudo que me comprometi e reservar uma (boa) parte do tempo para desanuviar. Ah! e manter o blog de pé, é claro.

Dois mil e dezessete vai começar e espero que todos (inclusive eu) estejam preparados.

Abraços!

Desafio Cinematográfico: Janeiro

O primeiro mês do Desafio Cinematográfico proposto pelo blog Faltou Foco foi concluído com sucesso. A proposta é de assistir a um filme inédito para mim por semana e este precisa se encaixar em uma das categorias previamente definidas. No total, serão 52 títulos ao longo deste ano.

Como o desafio está apenas no começo, é possível assistir a qualquer filme e depois buscar encaixe em alguma categoria. Entretanto, conforme o desafio e o ano avançam, a tarefa se tornará mais complexa, exigindo que seja escolhida primeiro a categoria e depois ocorra a busca pelo filme. Estou animado com a tarefa!

Sem mais delongas, vamos a listagem de filmes assistidos e suas respectivas categorias escolhidas por mim. Lembrando que não há spoilers nos comentários que fiz (eu acho).

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1 – Filme com personagens criando um filme secundário: Animais Noturnos (Nocturnal Animals – 2016)

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Animais Noturnos

Segundo filme dirigido por Tom Ford, “Animais Noturnos” é um suspense dramático que conta com Amy Adams e Jake Gyllenhaal como protagonistas. O filme é baseado no romance “Tony & Susan” (1993), escrito pelo norte-americano Austin Wright, sendo o roteiro assinado pelo próprio diretor.

Ford é estilista e foi o responsável pela revitalização da famosa marca Gucci. Seu filme de estréia foi o aclamado “Direito de Amar” (“A Single Man” – 2009), que rendeu várias indicações ao ator Colin Firth.

As atuações do filme foram bastante elogiadas, rendendo um Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante a Aaron Taylor-Johnson. No Óscar, houve apenas uma indicação por melhor ator coadjuvante para Michael Shannon.

Como a categoria do desafio propõe, o filme possui duas histórias paralelas que são contadas pelos próprios personagens. E o mais interessante é a forma com elas são contadas e o significado que possuem em relação aos personagens.

2 – Uma única palavra ou verbo como título: A Chegada (Arrival – 2016)

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A Chegada

O ano mal começou e já assisti a um dos meus filmes favoritos. “A Chegada” também é protagonizado por Amy Adams e se trata de uma ficção científica baseada no conto “História da Sua Vida”  (“Story of Your Life” – 1998) de Ted Chiang.

O roteiro é assinado por Eric Heisserer, conhecido por filmes como “Premonição 5” (“Final Destination 5” – 2011) e a refilmagem de “A Hora do Pesadelo” (“A Nightmare on Elm Street” – 2010). Já a direção é de Denis Villeneuve, que também dirigiu o indicado ao Óscar de melhor filme estrangeiro “Incêndios” (“Incendies” – 2010) e “O Homem Duplicado” (“Enemy” – 2013), baseado no livro homônimo de José Saramago, entre outros filmes.

Longe de ser um filme “comum” sobre extraterrestres, “A Chegada” é inteligente e tocante. Suas quase duas horas de filme são permeadas por mistério e emoção. A atuação de Amy Adams proporcionou sua indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz, mas na corrida pelo Óscar ela acabou ficando de fora. Ainda assim, o filme recebeu 8 indicações, incluindo de melhor filme, direção e roteiro adaptado.

A categoria que escolhi para este filme propõe apenas uma palavra ou verbo como título. A minha escolha se baseou no título em inglês, composto apenas do substantivo, sendo que apenas na tradução foi inserido artigo “a” (estou me explicando porque não quero ser julgado pelas pessoas).

3 – Com protagonista acima de 60 anos: Elle (2016)

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Elle

A parceria franco-belga-alemã é dirigida por Paul Verhoeven e o roteiro ficou por conta de David Birke. O filme é baseado no livro “Oh…” (2010) de Philippe Djian, sendo um suspense psicológico que trata do estupro de forma bastante polêmica.

Protagonizado pela experiente Isabelle Huppert, o filme foi aclamado pela critica e indicado a inúmeras premiações. No Globo de Ouro, foi nomeado como melhor filme estrangeiro e rendeu a Huppert a estatueta de melhor atriz na categoria drama. A atriz é, inclusive, a favorita ao Óscar de melhor atriz, a qual foi indicada.

Isabelle nasceu em 1953 e se encaixa na categoria de protagonista acima de 60 anos proposta pela desafio. A atriz deu inicio a sua carreira em 1971 e de lá pra cá já apareceu em mais de 100 filmes e produções para a tevê.

4 – Indicado ao Globo de Ouro: Cake – Uma Razão Para Viver (Cake – 2014)

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Cake – Uma Razão Para Viver

Dirigido por Daniel Barnz e roteirizado por Patrick Tobin, o filme tem Jennifer Aniston como protagonista e traz a tona o tema suicídio. A atriz foge a sua zona de conforto, já que o filme se trata de um drama e ela é conhecida por seus papéis cômicos em comédias dramáticas e na série “Friends” (1994-2004).

O roteiro não é bastante elaborado e nem se trata de um drama profundo, mas a atuação de Aniston é bastante convincente e deixa o filme interessante e emocionante.

A produção rendeu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz em filme dramático, mas naquele ano Juliane Moore ganhou todas com sua maravilhosa performance em “Pra Sempre Alice” (“Still Alice” – 2014). Infelizmente, Aniston foi esnobada em outras grandes premiações (Óscar).

Como a categoria do desafio não era especifica, tomei a liberdade de escolher esse título e comentar a indicação de Jennifer como melhor atriz porque gosto muito dela e achei que ela brilhou no papel.

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Janeiro foi um mês bastante promissor e espero que o ano todo seja assim. Já tenho em mente alguns filmes que gostaria de assistir para preencher as categorias do desafio e sei que precisarei me esforçar bastante para conseguir dar conta de tudo. Afinal de contas, a faculdade já já está de volta e com ela uma rotina bastante puxada.

Por hora, estou bastante feliz com os filmes que assisti. Percebi que tenho assistido a muitos filmes novos, lançados há pouco tempo. Não é um problema, na minha opinião, mas acho interessante mesclar produções novas com aquelas mais antigas. Inclusive, há categorias do desafio que propõe exatamente isso para que tenhamos a oportunidade de variados filmes.

Até o próximo mês!

Jaloo

Jaime Melo é paraense e nasceu em 1987 na cidade de Castanhal, que fica a pouca distancia da capital do estado, Belém. Em entrevista ao portal Vírgula, o cantor explicou que o nome artístico é nada mais, nada menos, que a junção da primeira sílaba do nome Jaime com a última sílaba do sobrenome Melo. “E aí eu coloquei mais um “ó” para aparecer só eu no Google”, afirma na entrevista. Assim surge o nome: Jaloo!

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Jaloo para o clipe de “Insight”

O paranaense ganhou destaque na internet ao criar remixes e mashups de hits internacionais unidos a nomes nacionais. Em um deles, Jaloo une a música “Double Bubble Trouble” da cantora M.I.A e “Pretin” da rapper Flora Matos, resultando na faixa “Trouble Pretin” que possui uma batida contagiante e se espalhou na internet.

Formado em publicidade, mudou-se de sua cidade natal para São Paulo. Amante do movimento tecnobrega do Pará, Jaloo mistura a música eletrônica com ritmos da região norte incorporando as suas letras cruas e minimalistas que falam de temas como amor e morte.

Fã assumido de Grimes, sempre quis que a canadense conhecesse seu trabalho. Dessa forma, pediu ajuda aos seus seguidores e o movimento foi tamanho que a cantora ouviu suas músicas, incluindo um viver que ele havia feito. Grimes chegou a tuitar sobre Jaloo, dizendo “música encantadora! Bonito visual”.

O primeiro EP do cantor, intitulado “Insight – EP”, foi lançado pelo selo StereoMono, da plataforma Skol Music, em 2014. São apresentadas 4 faixas: “Insight”, que, de acordo com Jaloo, foi “como um vômito” e fala sobre esquecimento e o seu próprio processo de criação; “Downtown”, que já havia sido lançada anteriormente, e fala sobre alguém encantador que faz você ir a qualquer lugar para encontra-se e ter o que precisa; “Odoiá (In Your Eyes)” que fala sobre o uso de maconha; e o cover da música “Oblivion”, da canadense Grimes, remixada com batidas de tecnobrega.

Entrevista para a revista Rolling Stone.

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Insight – EP

Quase um ano depois, em 2015, Jaloo lançou o seu primeiro álbum com o nome “#1”. Segundo o cantor, o nome foi escolhido pois é uma forma universal de demonstrar que este é o álbum de estreia de sua carreira. Com elementos do pop, do tecnobrega, do eletrônico e do indie, o álbum reúne 12 faixas das quais 10 são inéditas e 2 foram relançadas. O álbum também foi lançado pelo selo StereoMono.

Resenha do disco pelo site Miojo Indie.

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#1

Um dos singles do disco foi a faixa “Last Dance”, que traz reflexão acerca do passado e da morte. Segundo o cantor, “o clipe simboliza a morte, é um transporte da capa do disco para o movimento, mostra alguém que já viveu bastante, como se o personagem do disco tivesse vivido uma vida inteira e estivesse muito cansado, precisando descansar. Simboliza a morte, o regresso. A capa do disco tem a ver com nascimento, com estreia, e esse clipe representa o regresso, o retorno, o descanso”.

Gravado em plano-sequência, o clipe tem direção e roteiro do próprio Jaloo. O cantor se encontra deitado em cima de uma espécie de tinta gosmenta que vai alterando sua cor, sendo filmado apenas o seu rosto enquanto o cantor mexe a cabeça e canta a música. Também surgem animações que fazem referência aos jogos de videogame, bem como uma barra de vida que vai se esgotando no decorrer da música.

Jaloo é uma das grandes revelações da música brasileira. Seu visual pouco comum, a beleza dos traços indígenas que ele orgulhosamente carrega, bem como sua simpatia e sinceridade o alçaram ao patamar de novo ídolo e acarretaram no grande sucesso que sua carreira alcançou. A mistura da música eletrônica com ritmos tipicamente brasileiros agradaram ao público, proporcionando ao cantor a realização se diversos shows pelo país afora. Ainda ouviremos muito sobre o nome Jaloo, essa entidade musical.